Suspeita de envenenar ovo de Páscoa usou identidade falsa e se passou por mulher trans para se hospedar em hotel no Maranhão

O caso do ovo de Páscoa envenenado que chocou moradores de Imperatriz (MA) ganhou novos desdobramentos. A principal suspeita, identificada como Jordélia Pereira, de 35 anos, utilizou um crachá falso com identidade feminina e se passou por mulher trans para se hospedar em um hotel na cidade onde teria entregue o presente contaminado.

Segundo informações da polícia, Jordélia saiu do município de Santa Inês (MA) e percorreu cerca de 384 quilômetros de ônibus até Imperatriz, levando consigo o ovo de Páscoa supostamente envenenado. Para se cadastrar no hotel, apresentou um crachá com o nome falso de Gabrielle Barcelli, além de uma fotografia em que aparecia usando uma peruca preta.

O crachá ainda trazia a inscrição “Gastrônomia” — escrita com erro de acentuação —, indicando uma profissão falsa na área de culinária. A falsificação fazia parte do plano para evitar ser reconhecida durante sua permanência na cidade.

As autoridades investigam o motivo do crime, que teria sido premeditado. O ovo foi entregue a uma família da região e, após ser consumido, causou reações que levaram as vítimas a buscar atendimento médico. Exames laboratoriais detectaram substâncias tóxicas no alimento.

A polícia trabalha agora para identificar possíveis cúmplices e entender a motivação por trás do envenenamento. Jordélia segue presa preventivamente, e o caso está sendo investigado pela Delegacia Regional de Imperatriz.

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