Segundo paciente com suspeita de intoxicação por metanol no DF entra em protocolo de morte cerebral
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) iniciou nesta segunda-feira (6) o protocolo de morte encefálica para o segundo paciente do Distrito Federal com suspeita de intoxicação por metanol. O homem, de 47 anos, começou o atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Brazlândia na sexta-feira (3) e foi transferido no mesmo dia para a UTI do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).
Durante a internação no HRSM, ele sofreu um acidente vascular cerebral extenso (AVC), sendo encaminhado no sábado para a UTI do HBDF em estado grave. Até o momento, não há confirmação oficial de intoxicação por metanol, e o caso segue em investigação. Segundo apuração do Metrópoles, o paciente ingeriu vodca na noite anterior à internação e é identificado pelas iniciais C.S.S.
Caso Hungria
O cantor Hungria, que também apresentou sinais de possível intoxicação por metanol, recebeu alta recentemente. Durante o tratamento, foi administrado etanol, oralmente ou por sonda, para auxiliar na eliminação do metanol, além de sessões de hemodiálise para filtrar o sangue. A perícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou que as amostras da vodca ingerida pelo rapper não continham metanol. O resultado foi confirmado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Fiscalização e medidas preventivas
Diante da situação, a Vigilância Sanitária do DF formou uma força-tarefa para fiscalizar a venda de bebidas alcoólicas em toda a capital durante o fim de semana. Em ações em Sobradinho e Sobradinho II, 49 estabelecimentos foram inspecionados. Sete comércios foram autuados e 508 litros de bebidas apreendidos.
Orientações médicas
Segundo Edna Marques, secretária executiva de Assistência à Saúde da Secretaria de Saúde do DF, sintomas de embriaguez geralmente desaparecem em até 12 horas. Caso persistam ou surjam sinais como dor abdominal ou alterações visuais, o quadro passa a ser considerado suspeito de intoxicação por metanol.
A secretária destacou ainda que os profissionais de saúde seguem protocolos padronizados para atendimento, oferecendo hidratação e exames complementares, como gasometria arterial, quando há suspeita de intoxicação.