A falsa preocupação da esquerda com a juventude
Muitas vezes, vemos a esquerda afirmar que ama os jovens e que está profundamente preocupada com o futuro deles. Criam slogans bonitos e cheios de apelo emocional, como “menos violência, mais livros”, e, à primeira vista, é difícil discordar da beleza dessas palavras. No entanto, o problema surge quando alguém decide pensar diferente.
Basta uma simples discordância para que essa mesma juventude, antes tão “amada”, passe a ser atacada e rotulada com os piores adjetivos possíveis: “fascista”, “genocida”, “machista” — tudo isso apenas por não seguir a cartilha ideológica dominante. Essa é a contradição que muitos preferem ignorar: o discurso de tolerância e liberdade só vale quando se concorda com eles.
A esquerda tenta, há décadas, convencer os jovens de que o comunismo e suas vertentes ideológicas representam a solução para o mundo. Vendem a ideia de um sistema perfeito, baseado na igualdade e na paz. Mas a história e a realidade mostram algo bem diferente. Quando alguém ousa questionar esse modelo, rapidamente é excluído, cancelado e tratado como inimigo.
A esquerda nunca se preocupou de verdade com a juventude, apenas a usa como massa de manobra — como ferramenta política para sustentar narrativas e alimentar projetos de poder. As universidades, a cultura e até o entretenimento são usados estrategicamente para formar opiniões e moldar uma geração que pense de forma uniforme, sem espaço para o contraditório.
O que eles chamam de “defesa dos jovens” é, muitas vezes, apenas uma tentativa de controle sobre o pensamento dessa nova geração. Incentivam a rebeldia, mas apenas contra quem pensa diferente. Promovem a liberdade, mas apenas dentro dos limites da sua própria ideologia.
Os jovens precisam abrir os olhos e compreender que não há nada de revolucionário em ser manipulado por discursos prontos. O verdadeiro amor pela juventude está em dar liberdade para pensar, escolher e construir o próprio caminho — não em aprisionar mentes com frases bonitas e ideologias ultrapassadas.
Francisco Jean Carlos, Conselheiro da Juventude e colunista.