Apresentador que anda de carro blindado critica megaoperação no Rio

Durante o “Domingão”, o apresentador Luciano Huck interrompeu o clima leve do programa para fazer um desabafo contundente sobre a megaoperação policial realizada nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos, incluindo quatro agentes de segurança.

Ao vivo, Huck demonstrou indignação com o modelo de segurança pública adotado há décadas no estado e se solidarizou com as famílias das vítimas.

“Por trás desse número, existem 120 mães que enterraram seus filhos”, lamentou o apresentador.

Ele destacou que os números da violência escondem histórias de dor e de vidas interrompidas.

“É triste ver o mesmo modelo se repetir sem resultados. Essas mães nunca sonharam que seus filhos seguiriam por caminhos errados. É preciso coordenar ações entre todos os níveis de poder: municipal, estadual e federal”, completou.

Mesmo sendo uma das personalidades mais protegidas da televisão brasileira — com escolta e carro blindado —, Huck cobrou mudanças estruturais no combate ao crime e defendeu que o foco deve estar em sufocar financeiramente o tráfico e as milícias, sem ignorar o valor e a necessidade de valorizar o trabalho policial.

A fala, feita em rede nacional, dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto muitos elogiaram o apresentador por usar o espaço da TV para abordar um tema tão delicado, outros o criticaram, apontando contradição entre seu discurso e sua realidade distante da vivência nas favelas.

O debate sobre segurança pública e responsabilidade estatal volta a ganhar força após a operação mais letal do ano no país, que segue sob investigação e provocou reação de autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a preservação de todas as provas periciais.

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