Escândalo Master-BRB explode no DF e coloca Ibaneis contra a parede: PL recua e apoio ao Senado vira incerteza

O escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB caiu como uma bomba no cenário político do Distrito Federal e já está mexendo diretamente na corrida para o Senado em 2026. O governador Ibaneis Rocha (MDB), antes tratado como aposta segura nos bastidores, agora enfrenta um movimento de recuo do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sigla, que vinha articulando apoiar Ibaneis para o Senado, apertou o freio de mão após a crise ganhar força e a possibilidade de uma CPI avançar na Câmara Legislativa. Nos corredores do partido, a palavra de ordem passou a ser cautela.

O PL, que já conta com duas fortes pré-candidatas — Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis — agora avalia se vale a pena vincular o nome da legenda a um governo cercado de questionamentos. Kicis já está lançada oficialmente. Já Michelle aguarda definições em Brasília, pois ainda pode integrar uma chapa presidencial no próximo ano.

O desconforto do PL também cresce diante da resistência ao secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha (Republicanos), figura central do governo Ibaneis e que tem enfrentado forte rejeição interna.

Além disso, o nome de José Roberto Arruda volta a ganhar força nos bastidores. Ele tem sido citado como uma das maiores apostas do cenário político para 2026 — especialmente se a crise envolvendo o Master-BRB continuar desgastando a imagem do atual governo. Para muitos analistas, Arruda surge como um dos nomes mais competitivos, capaz de mexer profundamente na disputa e atrair parte do eleitorado conservador que hoje observa com cautela os movimentos do PL.

A crise se agravou após a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingir o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

O estopim: em março, o BRB anunciou a intenção de comprar 58% das ações do Banco Master, em um negócio bilionário de R$ 2 bilhões — operação que acabou negada pelo Banco Central. O episódio acendeu o alerta máximo dentro e fora do governo.

Em meio ao escândalo, o BRB divulgou nota afirmando que sempre atuou dentro das normas de compliance e com total transparência, prestando informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central.

Nos bastidores políticos, a leitura é clara: o caso Master-BRB virou um terremoto que pode redefinir completamente a disputa para o Senado no DF. Se Michelle Bolsonaro decidir concorrer, Ibaneis perde terreno. Se não, o PL pode fortalecer Bia Kicis e fechar as portas de vez para o MDB.

O que já se sabe é que o apoio que parecia garantido ao governador hoje está em xeque — e sua corrida ao Senado, antes tranquila, tornou-se um campo minado. E, com Arruda crescendo nas pesquisas e reacendendo sua força política, o jogo fica ainda mais imprevisível no Distrito Federal

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